quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Foto #1 - As grades do prédio principal do Palácio da Mogiana, com as iniciais CM (Companhia Mogiana)
Foto #2 - Detalhes do segundo pavimento do prédio principal. Quem tiver boa visão verá as iniciais CM gravadas nos vidros jateados.




Foto #3 - Bom... acho que dispensa comentários sobre a ausência de preservação no Palácio da Mogiana



Foto #4 - Vista da torre do lado esquerdo. Havia uma igual do lado direito do prédio principal, mas foi demolida na ampliação da Av. Campos Sales. Essa porta de madeira é linda, acompanha a envergadura da esquina.




Bom, galera, como já foi postado quase tudo aqui sobre o CONDEPACC/CSPC, inclusive fotos simpáticas do trabalho lá, posto, por enquanto, algumas fotos (bem mal batidas, mas isso não vem ao caso) do Palácio da Mogiana, edificação da qual fiquei encarregada de estudar.

Aproveito também para dizer do descaso da prefeitura a respeito da restauração do Palácio, que é muito rico em detalhes e merecia mais atenção por ser um símbolo da opulência cafeeira, além de ser um exemplar arquitetônico que se diferencia de todo o seu redor.

Abraços a todos;
Marcela Fernandes!
















































































terça-feira, 4 de dezembro de 2007

antes tarde...

Já que todos já conhecem o CONDEPACC e a Flávia e o Fernando já descreveram as atividades que realizamos no CONDEPACC/CSPC, posto algumas fotos dos "bastidores", que também servem para comprovar nossa presença assídua no estagio. As duas primeiras fotos foram tiradas no CSPC, quando eu testava minha camêra para fotografar as plantas do processo de tombamento de apenas 3 pequeninos volumes que eu, muito sabiamente, escolhi.





Fabriscio demonstrando toda sua empolgação com a pesquisa e aproveitando para fazer propaganda do UPA no centro de Campinas.








Bianca, após horas debruçada sobre processos de tombamento, flagrada em um momento de pausa para o cochilo...








Uma das fotos que tirei do Colégio Culto à Ciência. Não sei se vai dar para ver, mas no canto direito sairam, por engano, a Marcela e a Paula, a arquiteta que nos auxiliou na visita que fizemos.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Preparar para decolagem: 10, 9, 8, 7... As sessões do PLANETÁRIO!

Fachada do Planetário de Campinas: Taquaral


Placa de Fundação: 20 anos!

"Por favor, desliguem o celular, qualquer luz pode atrapalhar a apresentação. Se tiver tênis de luzinhas, retirem o tênis! É muito importante que fiquem em silêncio. Antes de entrar na sala, joguem o chiclete no lixo à sua direita, por favor! Vamos colaborar com o Planetário!” Nós acompanhamos, nas últimas semanas, diversas sessões no planetário. Já praticamente decoramos os avisos iniciais e a sessão em si. Após as informações dadas e o controle (parcial) da turma de alunos, estamos prontos para adentrar na sala fria e escura que nos aguarda.

Entrada para o Planetário:
A sala do planetário é semelhante a uma cúpula. As cadeiras posicionadas de acordo com o círculo da sala, e no meio dela, se encontra o verdadeiro planetário. Planetário: equipamento que simula o céu, sobretudo noturno, em qualquer latitude/longitude e em qualquer data. O Planetário de Campinas simula o céu de acordo com a data atual e a latitude e longitude da cidade, ou seja, todos os dias Cláudio e Michel atualizam a apresentação fazendo pequenas alterações de posição do céu estrelado. É um dos poucos planetários brasileiros que se preocupam com isso.


Os condutores do Planetário: Cláudio e Michel


Devido a gases de nossa atmosfera, a poluição, e as luzes das cidades, nós não conseguimos ver a luz de todas as estrelas no céu. Mas aqui no Planetário, tudo é diferente! Aqui, nós podemos ignorar as luzes da cidade e afastar todas as nuvens. Vejam!” (Música: 2001: Odisséia no Espaço – Nuvens se afastam até o céu ficar completamente límpido e cheio de estrelas).
A reação das crianças nesse momento é incrível. Quanto menor a criança, melhor a reação: “Oohh!! Que lindo!! NOSSA!”. É realmente sensacional, a sensação é de fato de estar olhando um céu verdadeiro. A apresentação do Planetário de Campinas também se diferencia por ser ao vivo, e não apenas uma gravação, como ocorre em outros planetários. Enquanto um fala sobre o espaço, comentando sobre constelações, estrelas, planetas, o outro coordena a diversa trilha sonora. Cláudio e Michel sempre alternam esses papéis. Detalhe: apesar da cabine de comando dispor de luzes especiais, eles comandam tudo, desde o planetário até as trocas de música, em um breu total, já se acostumaram a fazer tudo no escuro.
Vejam essas estrelas, elas parecem formar um grande anzol ou até mesmo uma letra "S". Essas estrelas formam a constelação de um animal, um animal muito conhecido por todos nós. Até mesmo o ferrão deste animal, no final de sua cauda, é representado por estas duas estrelas mais brilhantes. Muitos de vocês já adivinharam de quem estamos falando. Para os que ainda não sabem, o planetário pode nos ajudar. (Pouco a pouco, um desenho, por cima das estrelas começa a aparecer lentamente, até se tornar bem nítido e vivo: um escorpião) Esta é a Constelação do Escorpião.” Esse é um dos momentos mais bonitos da sessão, a formação da constelação. Com o passar dos meses, muda-se a constelação apresentada devido ao movimento natural da Terra. Infelizmente nós só tivemos a oportunidade de ver a constelação de escorpião, se não estamos enganadas, a próxima seria a constelação de Leão! A foto aqui postada é mera ilustração...
A sessão também dá direito a uma viagem espacial. Depois da contagem regressiva para o lançamento, as estrelas começam a rodar, a música fica mais animada, e de repente, temos a impressão de que é a sala inteira que está rodando. É normal ficar tonto. Na viagem vamos até planetas mais distantes, como Marte, Júpiter e Saturno, até voltarmos ao planeta Terra. No final ainda passamos por um grande susto, mas essa parte não contaremos, para não estragar a surpresa, caso alguns de vocês tenham a oportunidade de assistir uma sessão.
O repertório do planetário não se limita apenas a essas sessões. Acompanhamos também uma aula de astrometria para o pessoal de engenharia civil da Unicamp, que é um ramo da astronomia que lida com a posição das estrelas e outros corpos celestiais, suas distâncias e movimentos. Foi ela a responsável pela descoberta de maneiras de medir a passagem do tempo, originando os primeiros relógios da humanidade: os relógios de sol, que ainda estão em uso.

Irma e Gláucia no saguão de entrada: O planetário também dispõe de auditório para sessões mais longas e explicativas. Acompanhamos uma apresentação sobre O Sistema Solar, para uma turma de Ensino Médio, muito interessante, em que os alunos conseguiram ter uma melhor noção da dimensão da velocidade da luz, ou da velocidade diversa dos planetas em suas órbitas.
Antigamente (há cinco anos atrás), a variedade das sessões do planetário era muito maior. Existiam palestras sobre Cometas, Eclipses, Órbitas, Cinturão de Asteróides, A Conquista do Espaço, Origem e Futuro do Espaço... Cursos sobre Astronomia Esférica, As Treze Constelações do Zodíaco, A Busca de vida inteligente Extra Terrestre, dentre outros. (informações retiradas dos relatórios de atividades dos anos anteriores). Hoje, com o menor número de funcionários, isso se torna impraticável.
Lavínia e Gláucia no escritório do Planetário:

Nas últimas semanas, tiramos fotos, tanto do planetário e sua equipe quanto do Espaço-Escola e seus laboratórios abandonados, acompanhamos sessões, conversamos bastante com o Cláudio e Michel que nos disponibilizaram documentos do Planetário e duas teses sobre o MDCC para um melhor conhecimento da história do Museu. Planejaremos, a partir daí, a elaboração de um painel sobre a história do Planetário e sua importância, além do relatório final que será encaminhado para a Renata e para diversos CA’s da Unicamp. Tal relatório não será muito diferente dos posts publicados aqui. Até mais!

Fotos do Museu da Cidade


Placa na entrada do museu sobre o prédio onde se encontra instalado o Museu da cidade. Este pra quem não sabe foi uma antiga fábrica de produtos agricolas
















Livia na frente do museu, só pudemos tirar foto do prédio...




Não queria ter colocado essa foto mas já que a Lívia insiste rsrs...bom não mudamos muito a posição rsrs



E esta é a foto do prédio... tirada da esquina...


Sabemos que não variamos muitos as fotos e que também seria bem interessante vocês verem fotos do acervo, mas nos foi "aconselhado" a não tira-las...porém resolvemos mesmo assim publicar as do prédio porque ele é bem legal apesar da necessidade- urgente!!- de uma reforma. Já que não pudemos tirar fotos do acervo aconselhamos a ir nas exposições do museu porque compensa bastante ir lá ver!!!

Por keiko e Lívia

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Estágio no Macc - So long and thanks for all the fish!

Arrumando os armários
desmontagem da exposição
montagem da sala do júri


Nessas duas últimas semanas não conseguimos convencer o Fernando a nps delegar qualquer função mais técnica dentro do museu, como a catalogação e verificação do acervo. Nos limitamos à nossa querida salinha e outras atividades usuais. Entrettanto, pudemos presenciar dois momentos significativos pro museu: o primeiro foi a seleção para o 14º Salão de Arte Contemporânea que ocorrerá no mês de Dezembro. O museu recebeu inscrições de todas as partes, realizou uma pré-seleção e no dia 19 um júri visitou o museu para selecionar os 30 artistas que serão expostos. Desses 30, os 10 melhores ganharão um prêmio em dinheiro. O segundo momento foi a desmontagem da exposição de Aldemir Martins e os trâmites referentes à esta.
Na última segunda feira, auxiliamos Fernando a transferir 2 armários (literalmente) e seu conteúdo (folders, panfletos de exposições passadas e outros materiais) de sua sala para a do acervo. Nesse dia, Fernando tinha ido embora mais cedo, então não pudemos nos despedir dele pessoalmente, então deixamos um bilhete em sua mesa.
Apesar de não termos nos envolvido em nada mais técnico, a experiência no museu foi proveitosa pois pudemos presenciar seus trâmites burocráticos, as dificuldades vividas por seus funcionários e períodos mais complicados como montagem e desmontagem de exposições e o quão prejudicial é a falta de verba em instituições públicas, dentre outras. Segue abaixo uma breve entrevista que fizemos com Fernando em nosso último dia de estadia.

1) A QUANTO TEMPO TRABALHA NO MACC?
8 anos, 6 como produtor cultural e posteriormente como chefe de setor.

2) QUAIS SÃO SUAS FUNÇÕES NESTA INSTITUIÇÃO?
Além das de chefe de setor (burocracia, papel de chefe), de curador de algumas exposições (museus não possuem um diretor).

3) QUAIS ERAM AS SUAS EXPECTATIVAS EM RELAÇÃO A ESSE ESTÁGIO?
Estagiários são importantes para que as pessoas entendam como funciona um museu, além de ser uma possibilidade de ajudar efetivamente quem se encontra envolvido no meio universitário com esse tema.

4) ELAS SE CONCRETIZARAM?
Sim, já que os estagiários que recebemos se envolveram no que foi possível nas partes práticas e trouxeram projetos e idéias para melhorias no museu.

5) NOTAMOS NAS ÚLTIMAS SEMANAS QUE O MUSEU POSSUI PROBLEMAS DE VERBA, POR EXEMPLO A FALTA DE SALAS CLIMATIZADAS E A CONSERVAÇÃO DO ACERVO. COMO VOCÊS LIDAM COM ISSO? QUAL A IMPORTÂNCIA DE UM INCENTIVO FINANCEIRO MAIOR?
Com um maior incentivo financeiro seria possível equipar melhor o museu para melhor conversar as obras, além de, quem sabe, conseguir um espaço maior para as exposições. Procuramos lidar com a falta de verbas administrando a que recebemos da melhor forma possível.

6) QUAIS SÃO OS PONTOS FORTES DO MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA EM RELAÇÃO AOS OUTROS DA CIDADE?
Nosso museu tem uma produção de material contínua, além de ter a oportunidade de trabalhar de forma direta com a história da arte. Também destacamos o trablho com as visitas escolares e os eventos produzidos, como o salão de arte.

7) A ABERTURA DO MACC PARA VISITAS ESCOLARES SERVE DE INCENTIVO?
Com as visitas escolares, temos a oportunidade de quebrar a idéia de que a arte é algo pronto e acabado, já que crianças, nesses casos, são mais fáceis de lidar. Nos tempos atuais, como a carga visual que as pessoas recebem é maior do que as de antigamente, fica mais fácil quebrar convenções.



quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Museu da Cidade

Após conversar com a cordenadora do Museu da Cidade, Renata, ela nos propôs, primeiramente, fazer a limpeza do acervo e a localização das peças de acordo com o livro de tombamento. Infelizmente não podemos cumprir a primeira parte da proposta porque não havia recusos, ou seja, não havia material disponível para tal. A segunda parte foi necessária porque devida a situação precária em que se econtravam, eles haviam sido assaltados e perdido todaa catalogação que estava nos computadores roubados. Assim, nosso trabalho foi, basicamente, conferir junto a um livro de registros a localização dos objetos em seus devidos lugares e se conferiam o seu número de registro. O historiador do museu, Américo, lamentou pelo pouco tempo de estágio, pois não houve tempo de preparar uma atividade mais complacente aos objetivos do próprio estágio.

Talvez uma atividade elaborada com certa antecedência tivesse sido mais proveitosa, porém estamos de acordo de que ter entrado em contato com o acervo do museu também não foi de todo mal. Gostamos de conhecer um pouco da história do museu o qual possui três acervos: museu histórico, museu folclórico e museu etnográfico. Trabalhamos essencialmente com o primeiro deles. Tivemos alguma dificuldade devido ao tipo de catalogação, pois muitas peças tinham RG que não batiam com o livro de registro que utilizamos, outras que não tinham descrição da peça e muitas que estavam sem tombamento.

O que mais lamentamos foi de ver a situação a qual se encontram o acervo e o próprio museu. As peças não tem conservação, não há higienização e o pior mesmo é o estado do prédio do museu. O telhado está cheio de goteiras que destroem as peças, pois estas não tem proteção nenhuma. Devida a má conservação do prédio presenciamos uma situação ao mesmo tempo cômica e lamentável. Um dia que chegamos para trabalhar um gato, que estava morando lá escondido, destruiu um leque do século XIX. Achamos que esse episódio ilustra em parte o descaso para com o museu.

Infelizmente as quatro semanas passaram. Ajudamos no que pudemos. E esperamos que essa situação mude. Para nossa experiência foi agradável. Fomos muito bem tratadas e tivemos todo o acompanhamento que precisava-mos por parte dos funcionários.

Por Lívia e Keiko

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Observatório Jean Nicolini II

Após a nossa última semana de estágio – se que se resumiu a três idas ao Observatório, já que a chuva resolveu não colaborar – optamos por fazer um balanço de toda a experiência.
O que nos incomodou na experiência toda foi a falta de iniciativa dos profissionais do local em nos envolver nas atividades do Observatório. Talvez, pelo fato de que as pessoas que lá trabalham já estarem extremamente envolvidas nas pesquisas e atividades que dependem inteiramente deles para poderem ser desenvolvidas. Assim, enquanto estagiários, passamos boa parte das nossas três tardes e noites sem ter realmente muito que fazer. Até mesmo a pesquisa que nos foi pedida, não teve o respaldo esperado: o astrônomo responsável pela proposta não apareceu mais nenhum dos outros dias para acompanhar o desenvolvimento da atividade ou para discutir a maneira como ela deveria ser feita. Quanto aos outros astrônomos, deles não partiram nenhuma iniciativa no sentido de nos dar tarefas, a não ser a proposta inicial na qual faríamos intervenções durante as visitas escolares, sobre mitologia e astronomia, somente a título de curiosidade. Essa proposta, descartada logo por nós, não teria como dar certo ao longo do estágio, pois, nas três semanas em que fomos até lá, não houve nenhuma visitação das escolas. Dessa forma, ficamos inviabilizados também de acompanhar a lógica seguida na exposição e a metodologia utilizada nas atividades de ensino. Inicialmente pensamos em levantar a história do local, mas nenhum material nos foi apresentado. A impressão que nos passou foi que, quando um deles conseguiu de uma forma nos encaixar, os outros profissionais ficaram despreocupados em nos integrar nas atividades do local. Talvez, até mesmo pelo fato de sermos estudantes de História e estarmos em um observatório tenha levantado dúvidas neles sobre o que poderíamos fazer.
Apesar de tudo isso, encaramos válida a experiência no sentido de que ela nos permitiu entrar em contato direto com um órgão público de divulgação científica e os problemas enfrentados por ele para se manter. Se o observatório consegue desenvolver suas atividades normalmente, com todas as dificuldades, é um mérito daqueles profissionais que realmente se importam com o seu funcionamento. Como falou um dos astrônomos durante a nossa ida essa semana, era mais fácil conseguir as coisas para lá por outras vias do que depender da burocracia municipal.
Diante da falta de atividades que pudéssemos expor no blog, decidimos então elaborar um questionário enviado para um dos responsáveis pelo Observatório. Aguardamos as suas respostas para poder postá-las aqui.