quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Museu da Cidade

Após conversar com a cordenadora do Museu da Cidade, Renata, ela nos propôs, primeiramente, fazer a limpeza do acervo e a localização das peças de acordo com o livro de tombamento. Infelizmente não podemos cumprir a primeira parte da proposta porque não havia recusos, ou seja, não havia material disponível para tal. A segunda parte foi necessária porque devida a situação precária em que se econtravam, eles haviam sido assaltados e perdido todaa catalogação que estava nos computadores roubados. Assim, nosso trabalho foi, basicamente, conferir junto a um livro de registros a localização dos objetos em seus devidos lugares e se conferiam o seu número de registro. O historiador do museu, Américo, lamentou pelo pouco tempo de estágio, pois não houve tempo de preparar uma atividade mais complacente aos objetivos do próprio estágio.

Talvez uma atividade elaborada com certa antecedência tivesse sido mais proveitosa, porém estamos de acordo de que ter entrado em contato com o acervo do museu também não foi de todo mal. Gostamos de conhecer um pouco da história do museu o qual possui três acervos: museu histórico, museu folclórico e museu etnográfico. Trabalhamos essencialmente com o primeiro deles. Tivemos alguma dificuldade devido ao tipo de catalogação, pois muitas peças tinham RG que não batiam com o livro de registro que utilizamos, outras que não tinham descrição da peça e muitas que estavam sem tombamento.

O que mais lamentamos foi de ver a situação a qual se encontram o acervo e o próprio museu. As peças não tem conservação, não há higienização e o pior mesmo é o estado do prédio do museu. O telhado está cheio de goteiras que destroem as peças, pois estas não tem proteção nenhuma. Devida a má conservação do prédio presenciamos uma situação ao mesmo tempo cômica e lamentável. Um dia que chegamos para trabalhar um gato, que estava morando lá escondido, destruiu um leque do século XIX. Achamos que esse episódio ilustra em parte o descaso para com o museu.

Infelizmente as quatro semanas passaram. Ajudamos no que pudemos. E esperamos que essa situação mude. Para nossa experiência foi agradável. Fomos muito bem tratadas e tivemos todo o acompanhamento que precisava-mos por parte dos funcionários.

Por Lívia e Keiko

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Observatório Jean Nicolini II

Após a nossa última semana de estágio – se que se resumiu a três idas ao Observatório, já que a chuva resolveu não colaborar – optamos por fazer um balanço de toda a experiência.
O que nos incomodou na experiência toda foi a falta de iniciativa dos profissionais do local em nos envolver nas atividades do Observatório. Talvez, pelo fato de que as pessoas que lá trabalham já estarem extremamente envolvidas nas pesquisas e atividades que dependem inteiramente deles para poderem ser desenvolvidas. Assim, enquanto estagiários, passamos boa parte das nossas três tardes e noites sem ter realmente muito que fazer. Até mesmo a pesquisa que nos foi pedida, não teve o respaldo esperado: o astrônomo responsável pela proposta não apareceu mais nenhum dos outros dias para acompanhar o desenvolvimento da atividade ou para discutir a maneira como ela deveria ser feita. Quanto aos outros astrônomos, deles não partiram nenhuma iniciativa no sentido de nos dar tarefas, a não ser a proposta inicial na qual faríamos intervenções durante as visitas escolares, sobre mitologia e astronomia, somente a título de curiosidade. Essa proposta, descartada logo por nós, não teria como dar certo ao longo do estágio, pois, nas três semanas em que fomos até lá, não houve nenhuma visitação das escolas. Dessa forma, ficamos inviabilizados também de acompanhar a lógica seguida na exposição e a metodologia utilizada nas atividades de ensino. Inicialmente pensamos em levantar a história do local, mas nenhum material nos foi apresentado. A impressão que nos passou foi que, quando um deles conseguiu de uma forma nos encaixar, os outros profissionais ficaram despreocupados em nos integrar nas atividades do local. Talvez, até mesmo pelo fato de sermos estudantes de História e estarmos em um observatório tenha levantado dúvidas neles sobre o que poderíamos fazer.
Apesar de tudo isso, encaramos válida a experiência no sentido de que ela nos permitiu entrar em contato direto com um órgão público de divulgação científica e os problemas enfrentados por ele para se manter. Se o observatório consegue desenvolver suas atividades normalmente, com todas as dificuldades, é um mérito daqueles profissionais que realmente se importam com o seu funcionamento. Como falou um dos astrônomos durante a nossa ida essa semana, era mais fácil conseguir as coisas para lá por outras vias do que depender da burocracia municipal.
Diante da falta de atividades que pudéssemos expor no blog, decidimos então elaborar um questionário enviado para um dos responsáveis pelo Observatório. Aguardamos as suas respostas para poder postá-las aqui.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Experiência no Museu do Café - Dinah e Natália

Desde que chegamos, fomos muito bem recebidas por todos os funcionários, especialmente pela diretora do museu, Rosângela da Silva, que logo nos apresentou a história tanto da Fazenda do Taquaral, como do próprio museu. Nós conhecemos todo o local, que contém, além do Museu do Café, o Instituto Brasileiro do Café, Arquivo Público Municipal e o Espaço Permanente de Artesanato.
Após isso, tivemos um primeiro contato com o acervo do museu e pudemos realizar uma atividade de reconhecimento das peças presentes no inventário. Pudemos constatar que a grande maioria das mesmas não se encontra mais no museu, e, de acordo com o relato dos funcionários, foram transferidas para outros museus da cidade e/ou perdidas.
No segundo dia do estágio tivemos contato com a responsável pela atual exposição, denominada “Cafeicultura em Campinas: trabalho escravo e imigrante”, Maristela de Camargo. Ela nos explicou a concepção dessa temática, pautada na importância dos trabalhadores, tanto negros como imigrantes, para a produção da riqueza gerada pelo café e controlada pelos barões, sem focar tanto nas questões tradicionais da violência e da escravidão. Ela nos mostrou alguns de seus projetos e palestras, já que ela é especialista em museologia, e também compartilhou conosco as idéias da futura exposição que será feita no museu. Realizamos interessante atividade quando pudemos elaborar, em teoria, idéias para uma possível exposição com os objetos disponíveis no acervo. Pensamos em montar uma sala de jantar, onde estaria posta uma mesa de café colonial, em que também estivessem presentes instrumentos referentes à produção do café. Desse modo, criaríamos um espaço em que objetos referentes à elite da época estariam mesclados com ferramentas e utensílios dos trabalhadores, de modo que o café aparecesse como elemento de ligação, e presente na realidade tanto do senhor e sua família, quanto do escravo e/ou do imigrante.
Também pudemos entender o funcionamento burocrático da administração do Museu com a funcionária Carla, que foi muito simpática e permitiu que nós tomássemos contato com os papéis referentes a várias das atividades e funcionários do local. O trabalho dela é bastante minucioso e exige grande responsabilidade, já que ela realiza toda a intermediação entre o museu e a prefeitura da cidade. Exemplo de documentos que vimos foi a requisição de escolas para visitação no museu, como também a documentação necessária para fazer o pedido de férias dos funcionários.
Outra atividade realizada foi a de fotografar alguns objetos e peças do museu para a possível exposição que pensamos anteriormente. Infelizmente, o curto tempo do estágio não permitiu que aprofundássemos esse pequeno projeto, mas algumas das imagens estão registradas abaixo:


Peças de Prataria



Mesa de café colonial (Peças do Aparelho de Jantar de Cristal Bico de Jaca)

Alguns objetos decoração: Pinha de louça e Prato de porcelana portugueses; Imagem de Nossa Senhora


Peças relacionadas à produção e consumo do café


Cristaleira
Também tivemos um rápido contato com a atividade da recepcionista, Rosana. O trabalho dela exige carisma e simpatia, além de paciência e atenção para lidar com o público, que em média é de 500 a 600 visitantes por mês. Ela também orienta as pessoas para que não toquem nos objetos, não entrem sem camisa, portando alimentos; enfim, as regras básicas do bom comportamento esperado no museu. É importante mencionar que o Museu do Café, diferentemente de outros locais, permite que os visitantes fotografem a exposição, tanto que em um dos dias havia uma representante do jornal “Diário do Povo” que foi tirar algumas fotos.
Outro interessante contato que tivemos foi com a historiadora/pesquisadora que trabalha no museu, Sonia. Ela nos levou ao Arquivo Municipal e nos deixou ajudá-la com sua atual pesquisa, em que ela está levantando fontes sobre a história da Fazenda Taquaral. No arquivo, também pudemos ver alguns documentos da cidade, antigos e outros mais recentes, além de conhecer a responsável pela organização do acervo, que foi muito atenciosa e nos disse que muitos estudantes da Unicamp freqüentam o local para realizar suas pesquisas.
É também importante destacar a qualidade da limpeza do local, a cargo da funcionária Madalena, o que nos chamou muita atenção, pois sempre que fomos ao estágio, o Museu se encontrava em ótimas condições, em todas as suas dependências. Também o senhor responsável pela segurança sempre foi muito atencioso conosco. O ambiente de trabalho é muito agradável, pelo pouco tempo que estivemos presentes.
O gabinete temático do prefeito montado dentro do Museu é utilizado quando ocorrem reuniões com pessoas importantes, como ministros, governador, outros prefeitos. É um espaço que se relaciona historicamente com a temática do museu através da sua ligação com o desenvolvimento ferroviário da cidade, e alguns de seus móveis são originais de antigas ferrovias da região. Abaixo seguem algumas imagens:



Gabinete Temático do Prefeito

Após essa curta, porém enriquecedora experiência, chegamos a conclusão de que foi muito positiva, especialmente pelo contato com profissionais competentes e atenciosos, que nos auxiliaram a entender a lógica e o funcionamento do museu, e assim abranger nossas opções no futuro exercício da profissão de historiador.


Fachada do Museu do Café
No acervo

*** Histórico Museu do Café

O Museu do Café, órgão do Departamento de Turismo e GT Memória, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campinas, foi inaugurado em 19 de dezembro de 1996, durante a gestão do prefeito Francisco Amaral. Seu principal objetivo é resgatar, difundir e preservar a memória do período cafeeiro em Campinas.
O prédio no qual está instalado o museu é uma cópia não-fiel, construída em 1972, da antiga casa sede da Fazenda Taquaral, durante a existência do Instituto Brasileiro do Café – extinto em 1991, durante o governo Collor de Melo. Assim, a área foi cedida ao município de Campinas, para que a mesma passasse a administrá-la.
A referida fazenda teve como seu primeiro proprietário Barreto Leme, o fundador de Campinas. Em seus primeiros anos, ela produzia apenas agricultura de subsistência e cana de açúcar para a produção de aguardente. Posteriormente, a fazenda passa a pertencer a Francisco de Paula Bueno e começa a contar com um verdadeiro engenho, produzindo grande quantidade de açúcar. O cultivo do café se inicia durante o auge da produção açucareira no estado e vai aos poucos tomando seu lugar. Já no início do século XX, a fazenda aparece dividida em várias propriedades.
Na alvorada dos anos 60, as terras da fazenda foram confiscadas pela União e passam a pertencer ao IBC. Em 1968, um arquiteto italiano é contratado para o restauro do casarão, que não chegou a se concretizar, sendo então demolido e reconstruído com algumas modificações. A senzala e as alcovas, por exemplo, foram transformadas em suítes. Segundo consta, a casa sede foi transformada em uma espécie de hospedaria para o alto escalão do Ministério da Agricultura.
O Museu do Café apenas passou a existir de fato no dia 19 de Dezembro de 1996, quando a Prefeitura Municipal de Campinas abre sua exposição inaugural. A sua instalação selou o acordo de comodato que transferia o lago do Café para a municipalidade, cujo primeiro acordo celebrava um comodato de 99 anos, prorrogável por mais 99 anos. Anos depois a transferência foi homologada como definitiva.
Entretanto, desde sua instalação, o Museu do Café vinha amargando uma série de problemas relacionados a sua infra-estrutura elétrica e hidráulica e nos telhados. O prédio deixou de receber atenção por parte da administração municipal, o que possibilitou sua deterioração em um espaço temporal relativamente curto, pois as medidas tomadas pelo departamento responsável pelos reparos, foram todas paliativas.
Durante a gestão do ex-Prefeito Dr. Francisco Amaral (1997 a 2000) parte da área expositiva do Museu do Café, destinada às exposições temporárias, sofreu alterações para que fosse transformada em gabinete do então Senhor Prefeito.
Já em 2001, com a posse do Prefeito Antonio Costa Santos, foi possível resgatar as áreas ocupadas pela administração anterior, para uso como gabinete, e tentar remontar a exposição inaugural, já pensando um novo projeto museográfico para o Museu, entretanto em virtude das infiltrações existentes na área ocupada pelo ex-prefeito a remontagem não foi possível.
Em 2002, sob nova coordenação o Museu do Café passou por um período de cinco meses em que esteve fechado ao público. Optou-se por encerrar o contrato de comodato com o Centro de Memória da Unicamp, em virtude de não existir condições de conservação dos acervos, tanto do Centro de Memória, quanto do próprio Museu. Eram muitas as infiltrações e goteiras, o que forçou a coordenação a interromper a visitação uma vez que não havia condições dignas de atendimento ao público. Neste período buscava-se, mais uma vez, uma alternativa para a reforma do Museu.
Quando a coordenação pensava em buscar recursos junto à iniciativa privada, recebeu uma proposta de parceria, onde o Campinas Décor, realizaria sua mostra anual nas dependências do Museu do Café e em contrapartida entregaria todos os espaços recuperados, incluindo-se parte elétrica, hidráulica e cobertura de telhados que seriam totalmente refeitas.
Todos os espaços projetados foram elaborados visando sua utilização futura no Museu do Café, ou seja, para que ao final da mostra os expositores tivessem que fazer o mínimo de alterações possíveis. Um exemplo são os sanitários que foram adaptados para poder atender ao público portador de necessidades especiais; a lavanderia que posteriormente seria utilizada como sala de conservação e o home theater que transformou-se em auditório.
Ao final da mostra, o Museu do Café ganhou, além das áreas que já existiam recuperadas, mais três quatro espaços externos: um salão de eventos, um espaço para oficinas, uma cafeteria e um espaço para exposições temporárias.
Em setembro de 2003, o Museu do Café foi reaberto ao público com a exposição de longa duração “Cafeicultura em Campinas: o trabalho escravo e o trabalho imigrante”. Presente até os dias de hoje.



sábado, 24 de novembro de 2007

Museu de História Natural

Seguem algumas informações acerca das atividades realizadas no Museu de História Natural (MHN), pelos estudantes Adriano Bonotto e Thiago Ribeiro.

O MHN localiza-se no Bosque dos Jequitibás, tendo sua área tombada (já se circunscreve no interior do próprio bosque) pelo CONDEPHAAT (1970) e pelo CONDEPACC (1991). Além do museu propriamente dito, é formado pelo Aquário Municipal, pela “Casa dos Animais Interessantes” e por um Centro de Educação Ambiental. Consta com um acervo de cerca de 2000 peças, e recebe em média 100 mil visitas por ano.

1ª Semana

26/10. Primeiramente conversamos com os responsáveis pela coordenação de nossas atividades, Flavio Jorge Abrão e Denise Soares Polydoro Coutinho, que perguntaram quanto à nossa proposta inicial de atividade. Nossa idéia básica era realizar uma análise da constituição museológica do espaço, da maneira como era apresentado o discurso cientifico e como este era recebido (percebido), em termos gerais, pelo público, particularmente no que diz respeito à historicidade tanto do discurso científico (teoria da evolução em particular) quanto da taxonomia e filogenia.

Contudo, mal foi apresentada a proposta, os responsáveis pelo museu, assim como outra funcionária, Isabel Pagano, propuseram outra atividade. Como o museu comemorará 70 anos em 2008, pensaram que seria interessante tentar realizar um levantamento histórico do próprio museu em sua relação com o bosque – já que nunca algo do gênero foi realizado, e toda contribuição poderia ser significativa, já que em geral os funcionários são biólogos (somente uma das funcionárias é especializada na área de patrimônio).

Esta proposta pareceu-nos muito mais frutífera, tanto por abandonar a aparência por vezes estéril da proposta anterior, quanto por se tratar – e isto era o mais importante - de algo que contribuiria não apenas para os estagiários, mas para o museu propriamente dito.

Por fim, tratamos de combinar com os responsáveis o prosseguimento de nossas atividades, que ficariam circunscritas basicamente ao arquivo do MHN, ao CONDEPAAC e ao Arquivo Histórico Municipal.

2ª Semana

31/10. Começamos trabalhando com a documentação do próprio MHN. Foram lidos diversos documentos, em geral da caráter administrativo e/ou burocrático, como os documentos do Projeto de Reforma do Museu, um modelo de questionário voltado para o público infantil no período de férias, dados orçamentários, plano de planta do museu, notícias de jornais, livros de registro do acervo, etc.

3ª Semana

05/11 e 09/11. Fomos ao CONDEPAAC trabalhar com documentação referente ao processo de tombamento do Bosque dos Jequitibás (e portanto do próprio museu), além de notícias de jornais. Na mesma semana, voltamos ao MHN e continuamos a trabalhar com a documentação do local.

4ª Semana

13/11. Trabalhamos com documentação no Arquivo Histórico Municipal, basicamente os relatórios anuais dos serviços realizados pela prefeitura, além de uma dissertação de mestrado que tratava do Bosque dos Jequitibás.

5ª Semana

22/11. Continuamos o trabalho com os relatórios e com a dissertação. Tristemente, fomos informados que o arquivo havia recebido a pouco tempo, uma boa quantidade de documentação da Secretaria Municipal de Cultura (órgão ao qual o MHN está vinculado), mas como está totalmente fora de ordem, ainda não havia disponibilidade de consulta.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Museu de Arte Contemporânea (Macc) - Primeiras Impressões

as crianças na monitoria



A enorme biblioteca



Ao chegarmos no Macc no primeiro dia de estágio, Fernando, diretor do museu - que ocupa também o cargo de curador das exposições - nos recebeu e apresentou a exposição do pintor cearense Aldemir Martins (esta acontece até o dia 25 de Novembro e vale muito uma visita informal!), nos explicando seu trabalho como curador desde a aquisição das peças até a montagem final das exposições. Fernando nos "convidou" a analisar algumas das gravuras para que pudéssemos compreender os sentimentos que a arte transmite ao seu observador. Após essa experiência, mostrou-nos a parte administrativa, o que inclui uma pequena biblioteca com meia dúzia de livros mal cuidados e distribuídos, alguns soltando as páginas em prateleiras empoeiradas, abrigadas em uma pequena biblioteca de espaço, se muito, 2m x 2m, com uma mesa e 2 cadeiras (esse espaço acabou se transformando em nossa morada dentro do museu pelas 2 semanas seguintes). Até mesmo uma pequena barata morta foi encontrada e carinhosamente apelidada de Joe.
Além disso, vimos a parte do acervo, que nos pareceu ser tão bem cuidado quanto a biblioteca. Por falta de verba, esse espaço não possui os pré-requisitos adequados para a conservação de suas 600 peças. Inclusive, quando Fernando tirou um dos quadros no lugar para nos mostrar, ficamos com medo de que o quadro pudesse quebrar ao meio. A falta de verba afeta todas as instãncias do museu, desde a impossibilidade de salas climatizadas (há apenas uma no espaço de exposição) até a contratação de monitores. Segundo Fernando, antigamente haviam monitores fixos que acompanhavam as visitas escolares, e o museu contava inclusive com um espaço para oficinas de arte. Com a mudança de diretriz da prefeitura, essas atividades tornaram-se inexistentes.

Apesar de cumprirmos pouco mais de 8 horas por semana, segundo o próprio Fernando, o tempo total de estágio era pouco para que pudéssemos desenvolver plenamente qualquer atividade mais técnica. Portanto na primeira semana de estágio, fomos encarregadas de ler alguns livros da extensa biblioteca. Na segunda semana, decidimos nos envolver também com o trabalho de monitoria escolar. Essas por vezes foram frustrantes, como quando recebemos 40 alunos de oitava série que não ewstavam nada interessados na exposição. Em outras, foram gratificantes, como a vez que vieram uns 60 alunos de segunda série que pareciam deslumbrados em meio a tantas obras coloridas (característica das obras de Aldemir Martins).
No momento, lutamos para que Fernando nos permita participar mais ativamente nas 2 últimas semanas, se não catalogando o acervo, pelo menos averiguando o que este possui.





Mariana Marangoni e Mareska



segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Avaliação e sugestões

Quem seguiu a discussão no texto do Fernando viu que há uma demanda com sugestões para a disciplina e avaliações sobre as atividades da HH690. Portanto, trata-se de uma análise global da disciplina: do UPA até aqui.
Fiquem à vontade para tecer seus comentários e contribuir para o aperfeiçoamento da proposta.